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Proibição do uso do paraquate aumentará o custo de produção em 129%

PUBLICADO DIA: 05/11/2015
POR: Portal Goioerê
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Uma proposta da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propõe o cancelamento do uso do herbicida paraquate – conhecido popularmente como Gramoxone, que serve para dissecar a plantação ou aplicar em ervas daninhas. Pensando no quanto isso prejudicaria o produtor rural, o deputado federal Sérgio Souza (PMDB-PR) pediu uma audiência pública para debater as consequências desta proibição.

A reunião, que ocorreu nessa quarta-feira (4/11), na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, contou com a presença de vários representantes do setor. Para Souza, este assunto é de extrema importância e tem impacto direto na vida do produtor rural.
“O Brasil é um país tropical, onde se produz o ano todo. Sem produtos como o paraquate, fica muito cara a produção. Ao final da audiência, nós encaminhamos uma orientação a Anvisa, no sentido de manutenção da utilização desta molécula no país. Porque isso é em defesa do produtor rural, da agricultura paranaense e brasileira”, explicou o deputado.
Segundo dados apresentados pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), sem o paraquate, o produtor rural terá 129% a mais de custo na produção. O herbicida tem outras funções como aumentar a biodiversidade do solo e economicamente, é livre de patente, o que garante um baixo preço ao consumidor final.

 

De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), o paraquate não apresenta risco à saúde humana, quando utilizado de acordo com as recomendações aprovadas.

Convidados
Participaram da audiência os convidados: Girabis Evangelista Ramos, diretor do Departamento de Fiscalização de Insumos Agropecuários (SDA/MAPA); Fernando Storniolo Adegas,pesquisador da Embrapa Soja, representando o Presidente da (EMBRAPA); Sílvia De Oliveira Santos Cazenave, superintendente de toxicologia da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); Alysson Paolinelli, presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho); Silvia Fagnani , vice-presidente executiva do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG), representando a Associação Nacional de Defesa Vegetal (ANDEF); Almir Dalpasquale, presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja do Brasil (Aprosoja Brasil); Edson Ricardo De Andrade Júnior , representante da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa); Alfonso Adriano Sleutjes, diretor presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (FEBRAPDP); Ângelo Zanaga Trapé ,coordenador da Área de Toxicologia Ambiental do Centro de Controle de Intoxicações da(FCM/HC/Unicamp); Elaine Lopes,coordenadora da força tarefa de paraquate e também do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (SINDIVEG).

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