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O Brasil é um país que sistematicamente vem sendo oprimido pela corrupção

PUBLICADO DIA: 06/12/2016
POR: Moisés de Moura
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Pés descalços!

O Brasil é um país que sistematicamente vem sendo oprimido pela corrupção, pela pobreza e pelo desemprego, nossa nação viu no lazer uma forma de esquecer suas gangrenas, os filhos da mãe gentil (pátria amada Brasil) aprendem desde cedo que não encontrarão gentilezas, mas a crueza do dia a dia.

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Assim, infantes, meninos e meninas, vítimas da desigualdade social, trocam as enxadas por bolas de panos e as mãos calejadas pelos pés descalços, em campos de terra batida, formam a paisagem do cenário caótico da nossa nação e principalmente dos lugares periféricos. Movidos pela paixão e imbuídos com a esperança de melhorar a vida da família, revivem os sonhos de Edson Arantes do Nascimento ( Pelé) e de Ronaldo Luís Nazário de Lima (Ronaldo “o Fenômeno”), porém a maioria não alcançam o sucesso desejado, e como dizia o poeta Carlos Drummond de Andrade: “Tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra”. Essas crianças encontram a pedra chamada ganância de uns falsos empresários ou passam a ser vitimas de clubes que as usam como mercadorias de vendas. Assim, os pés descalços, são feridos pelo sistema e entre a decepção e a dor perdem seus sonhos. São poucos os que sentem o gosto do apogeu do futebol, alguns quando lá chegam, também são vitimas de tragédias a exemplo de Everaldo, Dener, Mahicon Librelato, Meroni e etc… Quando isso acontece, vidas são perdidas, sonhos interrompidos, lágrimas liberadas, a diversão se torna tragédia, o trabalho em sofrimento e famílias ficam inconsoláveis, torcedores entristecidos e o Brasil enlutado.

Assim, estamos nós desde terça-feira (29), o Brasil e o mundo estão consternados com a triste notícia da morte de mais de 70 pessoas ligadas ao time da Chapecoense que tristemente tiveram suas vidas ceifadas num trágico acidente aéreo, a nação está em lagrimas. Mas, o choro está ligado à nossa vida de forma umbilical. Nascemos chorando, intercalamos nossas alegrias com lágrimas e nos despedimos da vida entre lágrimas. É impossível viver neste mundo sem beber o cálice da dor e sem ter os olhos molhados de lágrimas. Choramos por nossas dores pessoais, também pela nossa família e por aqueles que partiram. Aqui há choro, pranto e dor.

Mas, a esperança de todo cristão é que quando cruzarmos os umbrais da eternidade e entrarmos na glória; quando o nosso corpo mortal for revestido da imortalidade e recebermos um corpo incorruptível, glorioso, poderoso e celestial, semelhante ao corpo de Cristo, então, Deus enxugará dos nossos olhos toda a lágrima. Não haverá distinção social, nem luto, nem pranto, nem dor. Entraremos no gozo do Senhor. Os pés descalços chegarão à cidade santa, à nova Jerusalém, ao paraíso de Deus. Não haverá mais despedida nem adeus. Não haverá mais fraqueza, nem enfermidade. Não haverá mais pecado nem maldição. Não haverá mais pesar nem solidão. Assim os pés descalços receberão o troféu da maior partida de todos os tempos, a Salvação. A alegria, e não o choro, será nossa iguaria permanente no banquete do céu. E isso, para todo o sempre!

Pastor Moisés de Moura

Olimpíada, Um Grande Sepulcro Caiado!

PUBLICADO DIA: 07/08/2016
POR: Moisés de Moura
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Senhoras e senhores, o espetáculo vai começar. Preparem seus corações, abram a mente, relaxem o corpo e aqueçam os músculos da imaginação.post

Fizeram um show para gringos que pagaram entre R$ 200 a R$ 4,6 mil, mas a não convidaram a escumalha? Onde estava à plebe, será que escondida na libata ou nos porões dos casarões? Sim, esconderam as crianças vitimas de hidrocefalia, açaimaram as vozes das mães vítimas da crueldade do narcotráfico, reprimiram as lagrimas de quase 11,5 milhões de pessoas que estão desempregadas, jogaram a saúde publica em um quarto de UTI. Na idade média era costume entre as famílias esconderem familiares doentes mentais nos porões de suas residências, ocultavam para não revelar aos visitantes seus problemas, não fica bem deixar alguém “enfear a paisagem”… Tem que ser retirado, depositado longe do “mirabile visu” como dizia em latim para o espetáculo que era admirável de se ver, mas e depois que a luz do proscênio for apagada, o grande picadeiro for desfeito e os nababos partirem?

Enquanto a mídia contava a história da nossa nação, o mundo já fazia seus discursos laudativos dando honrarias de bons administradores aos organizadores da festa, mas do morro, em pardieiros, a pobreza assistia o dinheiro do povo escorrendo pelos ralos da corrupção do superfaturamento.

O apoteótico espetáculo não revelou que somos um povo sofrido, prisioneiro do círculo vicioso da falta de reais oportunidades de aprender e crescer.

Havia uma máxima dos romanos, “panis et circenses”, assim, nos tempos de crise, em especial no tempo do Império, as autoridades romanas acalmavam o povo com a construção de enormes arenas, nas quais realizavam-se sangrentos espetáculos envolvendo gladiadores, animais ferozes, corridas, acrobacias, bandas, espetáculos com palhaços, artistas de teatro e corridas de cavalo. Outro costume dos imperadores era a distribuição de cereais mensalmente no Pórtico de Minucius. Basicamente, estes “presentes” ao povo romano garantia que a plebe não morresse de fome e tampouco de aborrecimento. A vantagem de tal prática era que, ao mesmo tempo em que a população ficava contente e apaziguada, a popularidade do imperador entre os mais humildes ficava consolidada. Uma ideia aética também usada pelos poderosos do Brasil que querem divertir consciências inconscientes, isso é uma antiga e surrada estratégia perversa para esconderem seus malfeitos e fortalecer os abutres midiáticos.

Os otimistas afirmam haver mais bônus do que ônus, será? A experiência anterior revelou que os resultados ficam muito aquém das projeções feitas tanto pelos dirigentes esportivos quanto pelas autoridades politicas, não passa de algo perdulário.

Concordo com a afirmação do New York Times “abertura dos Jogos disfarçou a ferida”, maquiaram a nossa realidade, porém a maquiagem foi feita com aquarela, sendo assim, logo ela perderá o brilho e tudo voltará ao “normal” e novamente aparecerá o rosto sofrido do poviléu.

Faço a ilação parafraseando as palavras do humilde Nazareno “Durante os dias da olimpíada e a Paraolimpíada o Brasil será o grande sepulcro caiado”.

Provérbios 29:2 “quando o ímpio governa, o povo geme”.

Moises de Moura

 

Saudade a dor da partida!

PUBLICADO DIA: 02/08/2016
POR: Moisés de Moura
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A palavra “saudade” vem do latim “solitas, solitatis” (solidão). Diz à história que está palavra foi muito usada na época do Brasil colônia e esteve muito presente para definir a solidão dos portugueses numa terra estranha, longe de entes queridos. Já com o início da escravatura a saudade foi batizada de banzo, ou seja, um estado de depressão psicológica que tomava conta dos africanos escravizados assim que desembarcavam no Brasil e seria uma enfermidade crônica. Está doença também era descrita como uma nostalgia profunda que levava os negros à morte.

Rubem Alves, foi brilhante ao definir que “a saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar”.

Saudade é um sentimento muito dolorido, que todos já sentiram em algum momento em suas vidas. Sentimento que, se por um lado nos machuca, por outro distingue em nós as coisas e pessoas que gostamos muito e as que nem tanto.

A bíblia relata em II Crônicas 21.20 a história de Jeorão, um homem que foi poderoso no meio de seu povo, um homem que tinha uma linhagem invejável. Porém, no campo de atuação, os frutos de sua liderança eram de revoltas, corrupção e morte. Um dos piores líderes do Reino do Sul.

Imagine um rei, onde, quando da sua morte, ninguém lamentou, nenhuma lagrima foi derramada, um homem que teve uma morte dolorosa, inglória, onde sua riqueza e seu poder não puderam cura-lo. Um homem que morreu prostrado, na dependência de outros que o cuidavam não por amor, ou por respeito, mas por obrigação. O rei, nem no sepultamento foi honrado, pois foi separado de seus familiares. Nem seus restos mortais foram achados dignos de compartilhar o mesmo local onde estavam os restos mortais de homens como Davi e Salomão.

Na lápide de seu túmulo, poderia ter sido escrito: “E se foi sem deixar de si saudades”. Jeorão fez muitas escolhas erradas na vida. Essas escolhas transformaram-no num monstro e numa ameaça à sua família e à sua nação, sua vida foi um fracasso, sua morte foi uma tragédia e seu legado foi um pesadelo.

Creio que a emoção da vida está em fazê-la valer a pena, bem como nosso viver estar pautado com atenção e respeito para com as pessoas que convivem conosco e viajam nesse mesmo trem – a vida.

Portanto, desejo que está temática leve-nos a refletir sobre o estilo de vida que temos escolhido viver e como será o nosso fim. Você já pensou no dia da sua morte e quem

estará no seu funeral? Quantos lamentarão? Quando chorarão de verdade? O que colocarão em sua lápide? Quanto tempo, você irá sobreviver na memória daqueles que conviveram contigo? O que seus filhos, cônjuges e familiares falarão junto ao seu féretro? Como você será lembrado?

Em Provérbios 22.1, Salomão nos lembra: “A boa reputação vale mais que grandes riquezas; desfrutar de boa estima vale mais que prata e ouro”.

Será que estamos usando a nossa inteligência para ajudar ou para arrasar a vida das pessoas? Levamos a paz e a esperança ou fabricamos desavenças?

Pois é, a vida é efêmera, hoje estamos vivos, amanhã quem sabe? Assim, se faz necessário marcar nossa presença de maneira positiva e saudável, dando o nosso melhor a cada dia para o mundo, contribuindo de alguma forma para a melhoria das condições de vida da humanidade, sob os diversos pontos de vista, social, moral, profissional, político e espiritual.

A erotização das crianças um mal social

PUBLICADO DIA: 06/06/2016
POR: Moisés de Moura
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As sociedades passam constantemente por profundas modificações políticas, sociais, culturais e econômicas. As tecnologias imprimem modelos nem sempre positivos e adequados às nossas vidas. A mudança que ocorrem na sociedade nada mais é do que reflexo da mudança do conceito família.

A família deixou de ser a base educacional do indivíduo com a ausência e a falta de autoridade dos pais. Vivemos em uma era na qual homem e mulher trabalham fora e em que, quando estão em casa, continuam a ser torpedeados por demandas diversas via celular ou internet, sobra cada vez menos tempo para os filhos. Acuados, pai e mãe acabam jogando a responsabilidade pela educação sobre a escola, por sua vez sobrecarregada e desnorteada diante de crianças que chegam sem ter recebido noções de limites da família.com

Neste jogo capitalista alguns pais tendem a reembolsar os filhos pela sua ausência afetiva, oferecendo-lhe presentes caros, suprindo seus desejos de obter objetos materiais e dando a eles acesso livre a internet e mídias sociais, um tremendo engano, pois é algo que não compensa o buraco emocional e moral instalado na criança.

Diante dos fatos cada vez mais precocemente, nossas crianças estão usando ferramentas de comunicação na Internet como salas de bate-papo, e-mail e mensagens instantâneas, com tudo isso as crianças estão vulneráveis aos inúmeros ataques investidos contra elas. Estão sendo vítimas de: pedofilia, atentado violento ao pudor, estupro e ainda há muitas crianças que estão ficando viciadas em pornografia, pois a internet está promovendo, pornografia ilegal, obscena, e gratuita para as crianças online. Com o advento da internet o amor sexual foi elevado à posição de culto. “Eros” tem mais adoradores entre os homens civilizados de hoje do que qualquer outro deus, mas o problema maior é que esse mal está atingindo nossas crianças.

A erotização infantil está se tornando uma cultura, é comum vermos crianças cantando e dançando ao som de refrãos carregados de sexualidade, utilizando roupas e calçados impróprios para essa fase. As músicas erotizadas se tornam febre entre meninos e meninas em todo o país, mesmo sem muitas vezes terem conhecimento do que estejam ouvindo ou dançando. Para a psicóloga Aline Maciel, “o acesso fácil à mídia e as músicas de cunho apelativo com letras que tratem de sexo estimulam a iniciação sexual precoce entre meninos e meninas, induzindo-as a um comportamento não adequado a sua faixa etária”. Também podemos citar que alguns materiais de uso pedagógico que estimulam a erotização precoce estão sendo distribuídos por vários estados em escolas publicas.

Dr.Guilherme Schelb, honorário da Associação Nacional de Juristas Evangélicos faz uma alerta: “Há um movimento organizado no mundo, em diversos países, inclusive no Brasil, que defende o direito da criança de manter relações sexuais com adultos, desde que a mesma queira”. É a corrupção e a perversão sendo trazida para o cotidiano, como se fosse algo trivial, como uma regra de trânsito.

Nesse contexto social extremamente erotizado, deixo três conselhos aos pais:

  1. Seja o mentor de seus filhos

Não transfira esta responsabilidade e privilégio para mais ninguém. A tarefa de mentorar os filhos, em todas as áreas, especialmente no que tange à sexualidade, não pertence nem mesmo à igreja, mas aos pais. Use, sob o temor de Deus, esta prerrogativa junto a seus filhos.

  1. Ensine os princípios bíblicos

Desde a mais tenra idade os pais podem conversar com seus filhos, mostrando que sexo e sexualidade não estão ligados, necessariamente, ao pecado. Quando Deus criou homem e mulher ali estava presente o aspecto sexual do ser humano. Fale do plano de Deus para a sexualidade humana, ressaltando sempre que, de acordo com a vontade de Deus na bíblia, as relações sexuais devem ser heterossexuais (homem e mulher), no contexto de um casamento monogâmico.

  1. Explique sobre o que é abuso sexual

Os filhos precisam ser esclarecidos pelos pais sobre o que é abuso sexual. Sem alarde devem explicar-lhes o que é, alertá-los sobre indícios de uma tentativa e deixar claro para os filhos que existem partes do nosso corpo que somente podem ser tocadas em casos especiais, como, por exemplo, numa consulta médica. E, acima de tudo, é necessário deixar o canal de comunicação aberto para o filho compartilhar casos de tentativa ou consumação de um abuso sexual. Os pais, por sua vez, devem estar atentos e conhecer os sinais presentes na vida de uma criança vítima de abuso sexual.

“Instrui o menino no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dele” (Provérbios 22.6).

 

Pastor Moisés de Moura

 

 

“ninguém é pobre se tem uma mãe”.

PUBLICADO DIA: 07/05/2016
POR: Moisés de Moura
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As palavras do nosso vernáculo não são suficientes para enaltecer a sublime missão  da maternidade. O amor de mãe é cantado e decantado na poesia e na prosa. No  nível humano nenhum amor transcende ao amor de mãe. A mãe se entrega se doa e investe o melhor do seu corpo, do seu tempo, da sua vida, dos seus recursos e dos seus sonhos na vida dos filhos. A mãe é um monumento vivo da graça de Deus. Nas palavras de Peter Marshall, a mãe é a guarda das fontes. É ela que, como ninguém, cuida dos filhos, educa os filhos, ensina-os os princípios e  valores mais importantes da vida. A compreensão dessa verdade levou o grande estadista Abraão Lincoln a afirmar que  “ninguém é pobre se tem uma mãe”.

Alguns biblicistas afirmam que por 289 vezes a palavra “mãe” ou “mães” aparece na Bíblia. A maternidade era o papel essencial da mulher no Antigo Testamento. Com a queda, Adão deu um novo nome à mulher, de varoa (parceira do homem) para Eva, que significa “mãe”. A missão que antes era de governar juntos a terra, foi assumida exclusivamente pelo homem, enquanto a mulher era confinada ao papel de mãe e dona de casa. O homem tomou para si a prerrogativa de construir o mundo e deixou à mulher a tarefa de administrar a vida privada.  A partir da queda do homem então surge essas idéias religiosas sobre a maternidade, claro que essas compreensões estão condicionadas pelo ambiente cultural da época. Neste período a mulher era considerada pelo número de filhos que tivesse. Sua missão era servir ao marido, dando-lhe uma descendência. A maternidade constituía sempre o ideal autêntico da mulher.

Toda a história bíblica da mulher se reduzia à história de seus próprios filhos e, especialmente, dos seus filhos masculinos. No Antigo Testamento, não ter filhos era, para a mulher, motivo de desespero e tristeza.

Já no novo testamento, o nascimento de Jesus certamente também contribuiu para valorizar a figura da mãe. Nos ensinos apostólicos, vemos Paulo enaltecendo a formação educacional, cultural e espiritual que Eunice mãe de seu discípulo Timóteo transmitiu ao filho. O apóstolo dos gentios na sua missiva a igreja de Éfeso, chama a atenção da igreja para que todos os fiéis valorizassem suas mães (Efésios 6).

Entendo que o “ministério” da maternidade é transmitir os valores do reino de Deus, respeitar os filhos e ser facilitadora da obra que Deus esta realizando neles. Toda mãe precisa lembrar que os filhos não as pertencem. Eles foram confiados para encaminhá-los para a vida. Como flechas na mão do arqueiro, cabe a mãe dar-lhes direção e impulso para desabrocharem e ocupar o seu lugar único no mundo (Salmo 127:4). Lembro uma palavra de sabedoria proferida pela mãe de Martin Luther King quando lhe perguntaram que educação ela deu ao filho para ele se tornar uma pessoa tão significativa. Ela respondeu, com humildade: “Procurei dar-lhe raízes e asas!” É isto: carinho, sentimento de pertencer, autonomia e liberdade para voar longe.

As mulheres precisam redescobrir o privilégio da maternidade, de poder desenvolver-se afetivamente através desta relação e ser um instrumento da graça de Deus na vida dos filhos. Para aquelas que não podem ter filhos, eu diria que existem muitas formas de ser fértil e expressar o amor de Deus.

Compreendo que na atual conjuntura precisamos valorizar e honrar nossas mães, quantas que são maltratadas, outras abandonadas e esquecidas em casas de repouso. Existe uma ilustração árabe que diz que certo homem perguntou ao sábio: “A quem deve honrar mais? O sábio respondeu: Sua mãe. E quem vem depois? perguntou o homem. O sábio respondeu: Sua mãe. E quem vem depois? perguntou o homem. O sábio respondeu: Sua mãe. E que vem depois? perguntou o homem. O sábio respondeu: Seu pai”. (Bukhari e Muslim).

Concluo minha homenagem às mães afirmando que o poder de mudar uma sociedade está nas mãos das mamães, o poeta P. de Vires escreve: “A mão que embala o berço é quem rege o mundo”.

 

Pastor Moisés de Moura

 

O Choro e a Noite!

PUBLICADO DIA: 14/04/2016
POR: Moisés de Moura
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O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. (Salmo 30:5)

O Teólogo Ricardo Gondim diz: “Nascemos entre a bigorna e o martelo”. A noção de perigo nos acompanha logo quando nascemos e não demoramos perceber: somos mortais. De repente, damos conta: o oceano onde nadamos parece não ter porto. Sabedores da realidade cansados de nadar contra a maré, então provamos um fel chamado dor. Da dor vem o choro que logo nos ensina que a vida é policromática, que existe alegria, mas também tristeza, que existe dia, mas também à noite.

Aprendemos que uma noite pode parecer um tempo muito longo, ou pode parecer um tempo muito curto; depende do que está acontecendo nesse tempo. Uma noite de festa passa rápido, mas uma noite de dor demora, demora, demora; parece que ela nunca acaba!

Noite, no sentido figurado, é designada como sendo aquele momento de sofrimento, de luto, de dor, de provação pelo qual todos nós passamos. E esses momentos podem se tornar tão prolongados que acabam transformando a paisagem da nossa vida. Às vezes realmente parece que o sol não vai mais brilhar para nós e que não há solução para os nossos problemas ou cura para a nossa alma aflita.

Ao observar o verso cinco do salmo trinta podemos perceber algo simples, mas grandioso e muito belo, aprendemos que a noite de choro nos lembra que somos humanos, que temos limitações e que não somos semi-deuses. A Bíblia nunca escondeu o choro de Cristo, Ele chorou a morte de Lázaro, (João 11:35). A vida de Jesus não foi assintomática, por isso Ele mostra que o choro revela a nossa humanidade.

Há muita gente tentando fugir das lágrimas, mas isto é incontestável, “no mundo tereis aflições” (João 16:33). Precisamos entender então que o choro não é benção, mas também não é maldição, é a vida.

Como diz o poeta, “Porque a vida só se dá pra quem se deu / Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu”.

Quem não aceita a realidade do choro, não quer aceitar a realidade da vida. Quando enfrentamos o choro da noite precisamos ter a consciência de que a vida não é doce, a vida não é amarga. Ela é doce e amarga, ou seja, é agridoce. Às vezes bom, às vezes ruim. Às vezes dia, às vezes noite. E simplesmente temos que lidar com isso.

“Bem aventurados os que choram, pois serão consolados” Mateus 5.4.

Pastor Moises de Moura

Onde está Deus quando sofro?

PUBLICADO DIA: 01/04/2016
POR: Moisés de Moura
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Elie Wiesel, Prêmio Nobel da Paz, sobreviveu ao campo de concentração de Birkenau. Órfão e pobre, Wiesel foi condenado a padecer no mundo tenebroso que o nacionalismo alemão criou. Sua angústia foi profunda. Wiesel só aceitou publicar a sua autobiografia depois de permanecer mais de dez anos em silêncio. Ele não queria que rancor contaminasse sua versão sobre o holocausto.

No livro  Night – “Noite” –  Wiesel relata, com intensidade, sobre os meandros do campo de concentração – e sem esconder a sua crise de fé. A execução de dois adultos e uma criança o arrasaram – o momento mais dramático e dolorido do livro. Os três judeus foram amarrados em pé em cima de cadeiras. Os três pescoços, colocados no mesmo momento dentro das cordas da forca. Wiesel continua: Vida longa à liberdade, gritaram os dois adultos.  A criança continuou silenciosa.

Onde está Deus? Onde está ele, alguém perguntou atrás de mim.  Ao sinal do chefe do campo, as três cadeiras tombaram. Total silêncio atravessou o campo. Sobre o horizonte, o sol se punha. Então o desfile começou. Os dois adultos não estavam mais vivos. Suas línguas inchadas penduradas, tingidas de azul. Mas a terceira corda continuava se movendo; sendo tão leve, a criança continuava viva… Por mais meia hora ele continuou lá, lutando entre a vida e a morte, morrendo em lenta agonia sob nossos olhos. E nós tivemos que olhá-lo de cheio em sua face. Ele ainda estava vivo quando passei em frente dele. Sua língua continuava vermelha, seus olhos ainda não estavam vidrados.  Atrás de mim, escutei o mesmo homem perguntando: Onde está Deus agora?

Onde está ele? Onde está Deus? Perguntou algum judeu atrás de Wiesel. A resposta foi certa: Ele está pendurado aqui na forca. Wiesel conclui: Naquela noite a sopa tinha gosto de cadáveres.

A metafísica não é necessária para afirmar onde Deus mora. Se posso intuir, ele ergueu seu tabernáculo perto do oprimido, nunca com o opressor. Deus acolhe o proscrito, jamais o poderoso. É amigo do injustiçado, não do injusto. Deus estava com o menino enforcado, não com o nazista que o matava. Sempre que a minha sopa tem gosto de cadáveres, a sopa de Deus também tem.

O profeta Isaias afirmou que Jesus seria chamado também pelo nome de Emanuel que traduzido significa Deus conosco. “Eis que a virgem conceberá, e dará á luz um filho, e chamará o seu nome EMANUEL” (Isaías 7:14).Ser cristão não é meramente seguir uma crença. É ter o próprio Cristo vivo em você e através de você, dando-lhe a força para ser o homem ou a mulher que Ele chamou para ser. Jesus disse: “estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28:20) e “nunca o deixarei, nunca o abandonarei” (Hebreus 13:5).

 

Pastor Moisés de Moura

A guerra, e dai?

PUBLICADO DIA: 17/03/2016
POR: Moisés de Moura
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Já visitei Israel algumas vezes, mas nunca fui beneficiado com sinecura ou gratificações do ministério de turismo Israelita, nossas viagens não tem objetivo lucrativo. Não adotei bandeira, estrela e nem candelabro como símbolos ornamentais da igreja e nem como elementos cúlticos. Kipá e Talit não são acessórios indumentários do meu estilo de vida, não vejo a Jerusalém atual como cidade-hagio, não creio na mística que impõem ao lugar e nem em elevação espiritual apenas em passar por lá, porém amo esta nação por causa da cultura, da história dos patriarcas e principalmente por causa de Cristo.

Após retornar de Israel deparei-me com os noticiários midiáticos como sempre facciosos e informações infundadas para defender ideologias partidárias. O que mais tenho ouvido é: a limpeza étnica de Gaza, segregação, novo apartheid e etc…

Como cristãos devemos amar os palestinos e respeitá-los, estivemos em algumas cidades controladas por palestinos: Belém e Jericó são cidades pacíficas, formadas por um povo acolhedor. O que acontece em Gaza tem haver com um grupo formado por fanáticos e terroristas chamado de Hamas, um grupo esquerdista que não aceita Israel como estado e nem o domínio palestino, um grupo liderado por homens que amam a guerra, mas jamais lutam nela, homens que veem a guerra apenas pela mega TV de uma suíte presidencial em um hotel cinco estrelas, homens que comandam o derramamento de sangue, mas que correm para eles é o sangue preto do deserto chamado petróleo, estão interessados no poder e não no bem estar da maioria, não lutam pela terra mas pelo poder. O problema é que alguns brasileiros esqueceram que esses mesmos homens aplaudiram em pé o funesto 11 de setembro, os mesmos que sorriram em seus harens quando fanáticos atentaram contra o metrô em Londres e que dias depois um brasileiro inocentemente morreria por causa deles. Um grupo que religiosamente afirma que não haverá paz e justiça enquanto o ultimo judeus não for extinto. Um grupo que chama a guerra de Santa. Um grupo que têm como objetivo, destruir a civilização ocidental. Um grupo que viaja o mundo levando com eles o circo dos horrores e que pena que políticos e empresários que patrocinam o espetáculo são veementes defendidos por grupos brasileiros formados na sua maioria por pessoas interesseiras e cultas sem informações, esses mesmos aqui no Brasil pintam a imagem do Hamas como se este fosse um grupo formado por Mohandas Karamchand Gandhi ou Anjezë Gonxhe Bojaxhiu a beata de Calcutá. Mas, uma pergunta que não tem resposta: onde estavam os defensores do Hamas no fatídico dia das mães de 2006 aqui no Brasil? Quando agentes penitenciários, carcereiros, policiais, parentes, e outras pessoas inocentemente morreram nos atentados do tráfico. Também não vi a bandeira deles e nem seus tendenciosos pronunciamentos defendendo os cristãos que são perseguidos e crucificados na Síria, Irã, Iraque, Iêmen e etc… Não li nenhuma noticia deles defendendo as meninas violentadas e mortas na Nigéria pelo Boko Haram grupo que defende as mesmas ideologias do Hamas.

O Hamas não representa a comunidade islâmica e palestina. Resta a nós não apenas orar por Israel, mas pelas vitimas do Hamas em Gaza, palestinos que estão isolados, porque estão sob o domínio de um inimigo interno.

Aos inconformados que assim como eu “choram” por causa das vítimas desta guerra, choremos também pelos cristãos da Síria que são perseguidos e muitos deles violentamente crucificados, pelos dissidentes no Irã que são enforcados em praça pública para aterrorizar a população numa volta ao império Romano. Choremos pelas vítimas aqui no nosso Brasil: vítimas da guerra contra o tráfico, às vítimas da fome e da seca no nordeste que na verdade são vítimas da corrupção política, pelos inocentes que morrem diariamente em uma fila do sistema único de saúde (SUS), pelos idosos que perdem a guerra emocional e morrem sem ter o direito de uma aposentadoria, pelos fieis sofredores que são vitimas da exploração de um pseudo-evangelho e etc.

Aos amantes ideológicos do Hamas aconselho que leiam ou assistam Mosab Hassan Yousef (escritor do livro Filho do Hamas) filho de um líder influente na comunidade islâmica. E só para não esquecer: “As intenções políticas de alguns daqui são as mesmas de lá, a ideologia de alguns daqui é a mesma de lá e as lágrimas das vítimas daqui são as mesmas de lá”. Cristo a única Paz!

Por uma nação feliz!

PUBLICADO DIA: 11/03/2016
POR: Moisés de Moura
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Já estamos caminhando para o limiar do quarto mês do ano, porém são as mesmas notícias do início do ano: Operação Lava-jato;  aumento do custo de vida pela eminente inflação desencadeada com o aumento nas contas de energia, água e combustíveis, greves e mais greves.

Pensando nesses fatores, também em alguns grupos eleitoreiros e em algumas autarquias que fazem jus a semântica da palavra que trás como significado: “satisfazer a si próprio”, cheguei à seguinte ilação: como cristãos, precisamos entender que antes de pensar politicamente correto precisamos agir biblicamente certo. A questão não é apenas uma política social, o problema são valores e princípios. Não podemos viver como massa de manobra, e para tanto lembro a canção de alguém que eu não admiro, mas tenho que concordar com parte da canção, Zé Ramalho: “Vocês que fazem parte dessa massa que passa nos projetos do futuro. É duro tanto ter que caminhar e dar muito mais do que receber e ter que demonstrar sua coragem à margem do que possa aparecer, e ver que toda essa engrenagem já sente a ferrugem lhe comer”.

A Igreja Brasileira não pode ser legitimadora dessa ribaldaria, ou seja, dessa patifaria. A resolução dos problemas está no Senhor – Feliz a nação cujo Deus é o Senhor. (Salmo 33.12)

 

Pastor Moisés de Moura

Carnaval

PUBLICADO DIA: 25/02/2016
POR: Moisés de Moura
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A origem do Carnaval ainda é desconhecida. As primeiras referências a ele estão relacionadas a festas agrárias. Alguns atribuem seu surgimento aos cultos de agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela colheita, realizados na Grécia durante o século 7 a.C. A festividade incluía orgias sexuais e bebidas, e os foliões usavam máscaras e disfarces simbolizando a inexistência de classes sociais.

As folias do Carnaval também estão ligadas às festas pagãs romanas, marcadas pela licenciosidade sexual, bebedeira, glutonaria, orgias coletivas e muita música. Eram conhecidas como bacanais (em homenagem a Baco, o deus do vinho e da orgia), lupercais (em homenagem ao deus obsceno Pã, também chamado de Luperco) e saturnais (em homenagem ao deus Saturno, que, segundo a mitologia grega, devorou seus próprios filhos).

Em Roma esse momento de grandes festejos populares antecedia a Quaresma, período determinado pela Igreja Católica para que todos os anos os fiéis se dedicassem, durante 40 dias, a assuntos espirituais, antes da Semana Santa. No período que ia da Quarta-feira de Cinzas até o Domingo de Páscoa, o povo deveria entregar-se à austeridade e ao jejum, para lembrar os 40 dias que Jesus passou no deserto consagrando-se.

Como o povo enfrentaria um longo período de privações e abstinência, alguns religiosos “carnais” permitiram que o povo cometesse então algumas extravagâncias antes.

A Quarta-feira de Cinzas, primeiro dia da Quaresma, simbolizava o momento em que as pessoas se revestiam de cinzas, evocando que do pó vieram e para o pó retornariam, e ingressavam no período em que a Igreja celebra a paixão, a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Porém terminado o carnaval, o que encontramos são apenas cinzas e despojos: pelas ruas desertas, os pavilhões, arquibancadas e passarelas são farrapos de ornamentos sem sentido. Acabou-se o artifício, desmanchou-se a mágica, volta-se à realidade. E agora?

Agora que o carnaval passou, que vamos fazer de tantos quilos de miçangas, de tantos olhos faraônicos, de tantas coroas superpostas, de tantas plumas, leques, sombrinhas?
Agora que o carnaval passou como recolher os pedacinhos dos casamentos que se desfizeram?
Agora que o carnaval passou como dizer ao cônjuge sobre a traição?

Agora que o carnaval passou o que fazer com aquelas fotos comprometedoras ou como calar os fofoqueiros?

Agora que o carnaval passou como encarar um exame médico para constatar uma DST?

Agora que o carnaval passou como conseguir dinheiro para tantas despesas por coisas tão banais e passageiras?

Agora que o carnaval passou como dizer para os pais que está grávida?

Agora que o carnaval passou como encarar o pastor da igreja?

Agora que o carnaval passou como acabar com esse remorso de não ter ido ao retiro espiritual, abrindo concessões à carne, ao mundo e ao diabo?

Agora que o carnaval passou o que fazer com este vazio que angustia a alma?

Agora que o carnaval passou o que fazer com essa falta de paz?

Agora que o carnaval passou as cinzas da quarta resolverão meus problemas?

Agora que o carnaval passou…

Agora que o carnaval acabou, é essa a realidade de muita gente que passou esses “dias sem Deus”.

Agora que o carnaval passou…

O texto acima, extraído do livro “Quatro Vozes”, de autoria de Cecília Meireles e adaptado por G. Soares e Moisés de Moura

 

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