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Diabetes: como evitar complicações?

PUBLICADO DIA: 14/12/2015
POR: Dr. Maurício Sagava
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Antes de responder a essa pergunta, é importante lembrar que o gerenciamento adequado da taxa de glicemia reduz drasticamente o risco de desenvolver uma complicação. O diabetes é uma doença cercada de mitos, mas, na verdade, quem tem o problema pode levar uma vida mais do que normal: ativa, saudável e feliz.

Entretanto, se não houver acompanhamento, as altas taxas de glicose no sangue podem favorecer algumas complicações.

Nos rins, a presença de pequenas quantidades de proteína na urina é chamada de microalbuminúria. Quando a doença renal é diagnosticada precocemente, durante a microalbuminúria, diversos tratamentos podem evitar o agravamento.

Quando é detectada mais tarde, já na fase da macroalbuminúria, a complicação já é chamada de doença renal terminal. Com o tempo, o estresse da sobrecarga faz com que os rins percam a capacidade de filtragem. Os resíduos começam a acumular-se no sangue e, finalmente, os rins falham. Uma pessoa com doença renal terminal vai precisar de um transplante ou de sessões regulares de hemodiálise.

Nos pés uma das causas mais comuns é o dano aos nervos, também chamado de neuropatia, e a má circulação.

As complicações podem causar formigamento, dor (que pode aparecer em forma de ardência ou de picadas), fraqueza e perda de sensibilidade no pé, dificultando a percepção de calor, frio e mesmo de algum machucado – se você pisar em uma tachinha, por exemplo, ou tiver uma bolha porque andou muito naquele dia, pode não perceber. Quando notar, a lesão poderá estar bem pior e infeccionada.

Muitas pessoas com diabetes têm a doença arterial periférica, que reduz o fluxo de sangue para os pés. Além disso, pode haver redução de sensibilidade devido aos danos que a falta de controle da glicose causa aos nervos. Essas duas condições fazem com que seja mais fácil sofrer com úlceras e infecções, que podem levar à amputação.

A boa notícia é que a maioria das amputações são evitáveis, com cuidados regulares e calçados adequados. Cuidar bem de seus pés e ver o seu médico imediatamente, assim que observar alguma alteração, é muito importante.

Se você gerencia bem a taxa de glicemia, é bem provável que apresente problemas oculares de menor gravidade; ou nem apresente. Mas saiba: quem tem diabetes está mais sujeito à cegueira. A boa notícia é que, fazendo exames regularmente e entendendo como funcionam os olhos, fica mais fácil manter as complicações sob controle.

Pessoas com diabetes têm 40% mais chance de desenvolver glaucoma, que é a pressão elevada nos olhos.

Pessoas com diabetes têm 60% mais chance de desenvolver a catarata, que acontece quando a lente clara do olho, o cristalino, fica opaca, bloqueando a luz.

Retinopatia diabética é um termo genérico que designa todas os problemas de retina causados pelo diabetes. Há dois tipos mais comuns – o não-proliferativo e o proliferativo.

Quem mantém bom controle da glicemia têm chance muito menor de desenvolver qualquer complicação do diabetes.

Por quê o Aedes aegypti é capaz de transmitir tantas doenças?

PUBLICADO DIA: 07/12/2015
POR: Dr. Maurício Sagava
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O Aedes é responsável por transmitir doenças como a febre amarela, dengue, a febre da chikungunya, o zika vírus. O Aedes aegypti esteve no centro de um surto de febre chikungunya ocorrido no país no ano passado, quando este vírus chegou ao Brasil e se espalhou com a ajuda do mosquito.

E, apesar de a febre amarela ter sido considerada erradicada de áreas urbanas brasileiras em 1942, casos de contaminação foram confirmados em cidades de Goiás e no Amapá em 2014. Entre os agentes de contaminação, esse mosquito é o que tem a capacidade de transmitir a maior variedade de doenças.

Alguns fatores contribuem para tornar o Aedes aegypti um agente tão eficiente para a transmissão desses vírus. Entre eles estão, sua capacidade de se adaptar e sua proximidade do homem.

Surgido na África em locais silvestres, o mosquito chegou às Américas em navios ainda na época da colonização. Ao longo dos anos, encontrou no ambiente urbano um espaço ideal para sua proliferação.

O mosquito prefere água limpa para colocar seus ovos, e qualquer objeto ou local serve de criadouro. Mesmo numa casca de laranja ou numa tampinha de garrafa, se houver um mínimo de água parada, seus ovos se desenvolvem.

Mas a falta de água limpa não impede que o Aedes aegypti se reproduza. Estudos científicos já mostraram que, nesse caso, a fêmea pode depositar seus ovos em água com maior presença de matéria orgânica.

Os ovos também podem permanecer inertes em locais secos por até um ano, e, ao entrar em contato com a água, desenvolvem-se rapidamente – num período de sete dias, em média.

Um aspecto que também favorece a reprodução é o fato de a fêmea colocar em média cem ovos de cada vez, mas não fazer isso em um único local. Em vez disso, ela os distribui por diferentes pontos.

Também se trata de um mosquito flexível em seus hábitos de alimentação.

O Aedes aegypti é, geralmente, diurno: prefere sair em busca de sangue pela manhã ou no fim da tarde, evitando os momentos mais quentes do dia.

Além disso, o mosquito costuma ter como alvos mamíferos, especialmente humanos. Mesmo na presença de outros animais ele se alimenta preferencialmente de pessoas.

Por ser um mosquito urbano que fica em contato constante com o homem, ser muito adaptável e ter um apetite especial por sangue humano, o inseto se tornou um eficiente vetor para a transmissão de doenças.

Exterminá-lo também é difícil. No Brasil, ele chegou a ser erradicado duas vezes no século passado. Na década de 1950, o epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz comandou uma campanha intensa contra ele no combate à febre amarela. Em 1958, a Organização Mundial da Saúde declarou o país livre do Aedes aegypti.

Mas, como o mesmo não havia ocorrido em países vizinhos, o mosquito voltou a ser detectado no fim dos anos 1960. Foi erradicado novamente em 1973 – e retornou mais uma vez três anos mais tarde.

Uma forma comum de combater o mosquito, a de dispersar uma nuvem de inseticida – técnica popularmente conhecida como “fumacê” –, não é muito eficiente, pois o componente químico tem de entrar em um espiráculo localizado embaixo da asa. Portanto, o inseto precisa estar voando, algo difícil tratando-se de uma espécie que fica na maior parte do tempo em repouso.

Na maior parte das vezes, isso é jogar dinheiro fora e gera mosquitos mais resistentes. Hoje, leva-se de 20 a 30 anos para desenvolver um inseticida e, em dois anos, ele perde sua eficácia por causa do uso abusivo. E os químicos usados no controle de larvas não estão disponíveis para a população.

Síndrome de Guillain-Barré X Zika Vírus

PUBLICADO DIA: 30/11/2015
POR: Dr. Maurício Sagava
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O motivo desse assunto vir a tona é por quê está relacionado a uma das possíveis complicações da infecção pelo Zika Vírus. Além da microcefalia, assunto já comentado, o ministério da saúde vem investigando a possível relação dos casos com esse novo vírus que nos afronta.

A síndrome de Guillain-Barré, também conhecida por polirradiculoneuropatia idiopática aguda ou polirradiculopatia aguda imunomediada, é uma doença do sistema nervoso (neuropatia) adquirida, provavelmente de caráter autoimune, marcada pela perda da bainha de mielina e dos reflexos tendinosos. Ela se manifesta sob a forma de inflamação aguda desses nervos e, às vezes, das raízes nervosas.

O processo inflamatório e desmielizante interfere na condução do estímulo nervoso até os músculos e, em parte dos casos, no sentido contrário, isto é, na condução dos estímulos sensoriais até o cérebro.

Em geral, a moléstia evolui rapidamente, atinge o ponto máximo de gravidade por volta da segunda ou terceira semana e regride devagar. Por isso, pode levar meses até o paciente ser considerado completamente curado. Em alguns casos, a doença pode tornar-se crônica ou recidivar.

Não se conhece a causa específica da síndrome. No entanto, na maioria dos casos, duas ou três semanas antes, os portadores da síndrome manifestaram uma doença aguda provocada por vírus (citomegalovírus, Epstein Barr, da gripe e da hepatite, por exemplo, e agora suspeita-se também do Zika Vírus) ou bactérias (especialmenteCampylobacter jejuni ). A hipótese é que essa infecção aciona o sistema de defesa do organismo para produzir anticorpos contra os micro-organismos invasores. No entanto, a resposta imunológica é mais intensa do que seria necessário e, além do agente infeccioso, ataca também a bainha de mielina dos nervos periféricos.

Cirurgias, vacinação, traumas, gravidez, linfomas, gastrenterite aguda e infecção das vias respiratórias altas podem ser consideradas outras causas possíveis da polirradiculoneuropatia aguda.

O sintoma preponderante da síndromede Guillain-Barré é a fraqueza muscular progressiva e ascendente, acompanhada ou não de parestesias (alterações da sensibilidade, como coceira, queimação, dormência, etc.), que se manifesta inicialmente nas pernas e pode provocar perdas motoras e paralisia flácida. Com a evolução da doença, a fraqueza pode atingir o tronco, braços, pescoço e afetar os músculos da face, da orofaringe, da respiração e da deglutição.

Em número menor de casos, o comprometimento dos nervos periféricos pode produzir sintomas relacionados com o sistema nervoso autônomo, como taquicardia, oscilações na pressão arterial, anormalidades na sudorese, no funcionamento dos intestinos e da bexiga, no controle dos esfíncteres e disfunção pulmonar.

Os sintomas regridem no sentido inverso ao que começaram, isto é, de cima para baixo.

O diagnóstico tem como base a avaliação clínica e neurológica, a análise laboratorial do líquido cefalorraquiano (LCR) que envolve o sistema nervoso central, e a eletroneuromiografia.

É muito importante estabelecer o diagnóstico diferencial com outras doenças autoimunes e neuropatias, como a poliomielite e o botulismo, que também podem provocar déficit motor.

O tratamento da síndrome conta com dois recursos: a plasmaférese (técnica que permite filtrar o plasma do sangue do paciente) e a administração intravenosa de imunoglobulina para impedir a ação deletéria dos anticorpos agressores. Exercícios fisioterápicos devem ser introduzidos precocemente para manter a funcionalidade dos movimentos. Medicamentos imunosupressores podem ser úteis, nos quadros crônicos da doença.

Importante

A síndrome de Guillain-Barré deve ser considerada uma emergência médica que exige internação hospitalar já na fase inicial da evolução. Quando os músculos da respiração e da face são afetados, o que pode acontecer rapidamente, os pacientes necessitam de ventilação mecânica para o tratamento da insuficiência respiratória.

Recomendações

Esteja atento às seguintes considerações:

* Em grande parte dos casos, a síndrome de Guillain-Barré é um distúrbio autolimitado. No entanto, o paciente deve ser levado imediatamente para o hospital assim que apresentar sintomas que possam sugerir a doença, porque pode precisar de atendimento de urgência;

* Como ainda não foram determinadas as causas da doença, não foi possível também estabelecer as formas de preveni-la;

* O processo de recuperação da síndrome, em geral, é vagaroso, mas o restabelecimento costuma ser completo;

* É muito pequeno o número de casos da síndrome em que a causa pode ser atribuída à vacinação, em geral, contra gripe e meningite. Por isso, as pessoas devem continuar tomando essas vacinas normalmente;

* A fisioterapia é um recurso fundamental especialmente para o controle e reversão do déficit motor que a síndrome pode provocar.

Microcefalia

PUBLICADO DIA: 16/11/2015
POR: Dr. Maurício Sagava
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A microcefalia não é um agravo novo. É uma condição neurológica em que a cabeça do recém-nascido é menor quando comparada ao padrão daquela mesma idade e sexo. Neste caso, os bebês com essa malformação congênita nascem com um perímetro cefálico menor do que o normal, que habitualmente é superior a 33 cm.

Em geral, a malformação congênita está associada a uma série de fatores de diferentes origens. Pode ser o uso de  substâncias químicas durante a gravidez, como drogas, contaminação por radiação e infecção por agentes biológicos, como bactérias, vírus e radiação.

O Ministério da Saúde está acompanhando os casos de microcefalia em Pernambuco, estado que tem apresentado aumento de casos da doença, classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como situação inusitada em termos de saúde. Há relatos de profissionais de saúde sobre o mesmo ocorrido nos estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte. As suspeitas estão sendo investigadas e todos esses locais contam com a atuação de profissionais do ministério.

Por enquanto, não há relatos na literatura científica e nem casos registrados em outros países da associação do zika vírus com a microcefalia. No entanto, de acordo com o ministério, nenhuma hipótese está sendo descartada.

Cerca de 90% das microcefalias estão associadas com retardo mental, exceto nas de origem familiar, que podem ter o desenvolvimento cognitivo normal. O tipo e o nível de gravidade da sequela vão variar caso a caso. Tratamentos feitos desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

Após o nascimento do recém-nascido, o primeiro exame físico é rotina nos berçários e deve ser feito em até 24 horas do nascimento. Este período é um dos principais momentos para se realizar busca ativa de possíveis anomalias congênitas. A microcefalia também pode ser identificada durante a gravidez, nos exames pré-natais.

Dependendo do tipo de microcefalia, é possível corrigir a anomalia por meio de cirurgia. Geralmente, as crianças precisam de acompanhamento após o primeiro ano de vida. Nos casos de microcefalia óssea, existem tratamentos que propiciam um desenvolvimento normal do cérebro.

A região Nordeste, em especial o estado de Pernambuco, vive um aumento no número de casos de microcefalia.

Por isso, o Ministério da Saúde lançou as seguintes orientações às gestantes:

1 -Acompanhe sua gestação com um médico, por meio de consultas pré-natal, e realize todos os exames recomendados por ele;

2 – Não consuma bebidas alcoólicas ou qualquer tipo de drogas;

3 – Não utilize medicamentos sem a orientação médica;

4 – Evite contato com pessoas com febre, exantemas ou infecções;

5 – Adote medidas que possam reduzir a presença de mosquitos transmissores de doenças, com a eliminação de criadouros (retire recipientes que tenham água parada e cubra adequadamente locais de armazenamento de água);

6 – Proteja-se de mosquitos seguindo estas medidas: mantenha portas e janelas fechadas ou teladas;  use calça e camisa de manga comprida; e utilize repelentes indicados para gestantes;

Até que se esclareçam as causas do aumento da incidência dos casos de microcefalia, as mulheres que moram na região e planejam engravidar devem conversar com a equipe de saúde de sua confiança. Nessa consulta, devem avaliar as informações e riscos da gravidez para tomar sua decisão.

Não há uma recomendação do Ministério da Saúde para evitar a gravidez. As informações estão sendo divulgadas conforme o andamento das investigações. A decisão de uma gestação é individual e cabe a cada mulher e sua família.

O Ministério da Saúde, em parceria com as secretarias estaduais e municipais de saúde, continuará recebendo as ocorrências, dando apoio técnico e mantendo ativo o COES (Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública), para o estudo, a investigação e a definição do agente causador do aumento da ocorrência de microcefalia.

A Polêmica sobre Fosfoetanolamina

PUBLICADO DIA: 09/11/2015
POR: Dr. Maurício Sagava
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Segundo informações divulgadas pela Anvisa, não existe processo de registro de medicamento apresentado à Agência para que a fosfoetanolamina seja considerada um medicamento. A eficácia e segurança deste produto ainda não foram avaliadas em seres humanos com base nos critérios científicos aceitos mundialmente.

Não há também um protocolo de pesquisa sobre o produto, etapa que antecede o registro de qualquer medicamento, como confirma a Nota Técnica da Anvisa sobre a substância fosfoetanolamina, que vem sendo distribuída pela Universidade de São Paulo (USP) para atender a determinações de processos judiciais movidos por doentes que já faziam uso desta substância.

De acordo com pesquisas independentes, realizadas no Instituto de Química de São Carlos (IQSC), da Universidade de São Paulo (USP), pelo professor aposentado Gilberto Chierice e colaboradores que fizeram parte do Grupo de Química Analítica e Tecnologia de Polímeros, a fosfoetanolamina pode fazer com que células1 cancerosas se tornem mais visíveis para o sistema imunológico2, levando o organismo a atacar as células1 doentes, o que constitui uma esperança para pacientes3 com câncer4. Mas estes estudos foram realizados apenas com animais e com células1 humanas em laboratório. Nunca tendo sido estudada a sua segurança e eficácia para uso em seres humanos.

Em determinado momento, esta substância começou a ser produzida e doada a pacientes com câncer4 para que essas pessoas utilizassem a fosfoetanolamina como medicamento. Sabe-se de relatos de algumas dessas pessoas que dizem “estar curadas do câncer”. No entanto, a legislação federal brasileira proíbe a produção e a distribuição de compostos para uso medicinal sem os devidos registros ou licenças emitidas pelas autoridades competentes. E a fosfoetanolamina não possui nenhum desses registros.

O professor Gilberto Chierice diz ter entrado com vários pedidos junto à Anvisa para liberar a fosfoetanolamina, mas nunca ter tido resposta. Já a agência alega que nunca recebeu qualquer notificação.

Em meados do ano passado, o IQSC decidiu suspender a distribuição do composto aos pacientes, o que gerou forte reação por parte dos usuários da substância. Muitos deles entraram na Justiça para obter o composto. O que fez com que o Instituto de Química produzisse e distribuísse a substância para atender determinações de processos judiciais movidos por doentes que já faziam uso da fosfoetanolamina.

A substância não é fornecida com bula ou informações sobre possíveis efeitos colaterais5 e contraindicações associadas ao emprego do composto.

Fonte: Anvisa

POR QUÊ ENGORDAMOS?

PUBLICADO DIA: 30/10/2015
POR: Dr. Maurício Sagava
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Hoje, diferente de épocas mais remotas, consumimos alimentos com muitas calorias, acompanhadas de uma situação comumente encontrada em quase todos os lares, o sedentarismo. Esses dois fatores combinados irão culminar num resultado previsível: aumento exagerado do peso corporal.

O desequilíbrio entre a ingestão de calorias e o gasto de energias, muito provavelmente é a causa básica da obesidade. No entanto, esse mecanismo ainda não foi totalmente esclarecido, através de estudos científicos.

 

O que se sabe é que, em torno de um terço da causa está relacionado a fatores de origem genética. Os dois terços restantes são os fatores ambientais, que contribuem para a grande maioria dos indivíduos serem obesos. Esses fatores ambientais nada mais são que as modificações no estilo de vida das populações.

 

Pode-se citar que entre os fatores principais responsáveis pelo aumento  dos casos de obesidade, estão os confortos que a vida moderna proporciona. Exemplos disso seriam os automóveis, o elevador, o telefone, o controle remoto e outros tantos que determinam uma menor atividade física. É óbvio que essa redução na atividade física leva a um maior acúmulo de energia não utilizada pelo organismo. Dessa forma, esse excedente fica armazenado na forma de gordura.

 

As mudanças ocorridas nos tipos alimentares, determinaram uma refeição com mais gorduras que hidratos de carbono. No passado, tinha-se uma alimentação mais rica em hidratos de carbono e proteínas. Esses, fornecem cerca de 4 calorias por grama, enquanto que as gorduras, tem mais que o dobro de calorias, 9 por grama. Antigamente, há 100 anos, as proteínas e os hidratos de carbono faziam parte de 60 % do total ingerido na dieta da época. Com o progresso, isso se inverteu, devido a industrialização dos alimentos e a chegada do chamado fast food. A característica desses alimentos são de baixa quantidade de hidratos de carbono e riquíssimos em gorduras e/ou proteínas. Em muitos desses alimentos industrializados não se tem a noção que está ingerindo gorduras em grandes quantidades. Daí a necessidade em prestar atenção nos rótulos das embalagens. Outro fator, é que as gorduras agradam o paladar e não inibe com facilidade o nosso centro da saciedade. Em síntese, é fácil e saboroso comer gorduras.

 

Para a boa saúde, o segredo é ter uma alimentação balanceada e variada, com diversos tipos de alimentos. Comer de forma errônea ou pular refeições priva o organismo dos nutrientes que são essenciais para o seu bom funcionamento.

 

Consulte a tabela de calorias para você ter idéia de quantas calorias está ingerindo durante o dia. Lembrar que um adulto normal, em média, a sua necessidade em calorias, varia de 1800 a 2200 por dia. Isso dependerá fundamentalmente do sexo e da idade, entre outros fatores. Na dúvida, procure seu médico.

 

Fonte: Sociedade Brasileira de Cardiologia (tabela de calorias).

Dr. Mauricio Sagava 

Consultas no Hospital Santa Maria

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